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Bernardo e Margarida

Os dois príncipes do meu palácio. Fui mãe muito tarde. Andamos sempre à espera que seja a altura ideal, mas nunca é. Mas felizmente Deus deu-me um príncipe e uma princesa.

Bernardo e Margarida

Os dois príncipes do meu palácio. Fui mãe muito tarde. Andamos sempre à espera que seja a altura ideal, mas nunca é. Mas felizmente Deus deu-me um príncipe e uma princesa.

Dias de Inverno

04.12.23 | Alexandra

Dou por mim a pensar nos dias frios e chuvosos que temos tido. Gosto da transição do verão para o inverno, mas parece que não aconteceu este ano. De repente, larguei os vestidos de tecidos leves, as t-shirts, os calções... sem ter tido tempo de me preparar psicológicamente (a mim e às roupas, que coitadas ficaram meio apertadas e sobrepostas por casacos e camisolas, sem terem tido tempo de se arrumarem para os dias de calorzinho do próximo ano), porque o Inverno é uma estação triste (?).... sério? Não sei... tem dias que acho, sim... dias cinzentos, com chuva e vento a ajudar ao descontrole do guarda chuva, que insiste em se manter erguido, mas nem sempre triunfa (coitado). Tem outros dias que sinto necessidade destes dias frios, cinzentos... como eu por vezes me sinto. Não estou a lastimar, pelo contrário, sinto falta de dias tristes, porque preciso de ter companhia de vez em quando na tristeza, e nestes dias (nem sempre), sinto que tudo encaixa, tudo é perfeito. Fico alguns minutos, ou talvez horas, nesse sentimento estranho e anormal de quem não pode ser de uma pessoa normal. Olha agora gostar de dias tristes? Sozinha? Isolada? Sentir apenas e só o vento, que mais parece uma melodia violenta... Ouvir a chuva forte e assustadora (ai que esta chuva vai causar desgraças a alguém...)... e apenas perder-me sozinha nos meus pensamentos... no meu mundo imaginário e escondido. Sair de mim, olhar para mim, VÊR o que se passa à minha volta, analisar cada detalhe (ou não fosse eu pessoa de detalhes...). Faço poucas vezes este exercício de estar comigo nas sombras escuras da mente, nos medos, nos fracassos... Mas as poucas vezes que faço, curiosamente, é em dias tristes, que para mim não são nada tristes, são dias bastante iluminados.

Não questiono a pessoa estranha que sou... mas sou.